Condições climáticas têm comprometido a qualidade dos grãos e a oferta do produto.

As condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras de trigo no Brasil estão dificultando a colheita e comprometendo a qualidade dos grãos, conforme informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Embora haja quedas nas cotações internacionais, a oferta restrita de trigo tipo 1, que é o mais demandado pelas indústrias, e a recente valorização do dólar têm sustentado os preços no mercado de lotes.
Na última segunda-feira (19/10), no Paraná, o indicador Cepea/Esalq registrou uma cotação média de R$ 1.565,19 por tonelada para o trigo pão ou melhorador, apresentando uma alta de 1,35% desde o início do mês de outubro. No Rio Grande do Sul, o trigo brando estava cotado a R$ 1.475,23 por tonelada, com um avanço de 1,70% no mesmo período.
Em outubro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve estável a previsão de produção total brasileira em comparação a setembro, mas reduziu as estimativas para São Paulo e Goiás, sendo que o maior corte de volume ocorreu em São Paulo devido a parte da colheita não atender aos requisitos de qualidade para comercialização.
✨ Pesquisadores do Cepea alertam que, com a oferta restrita de trigo de qualidade, a demanda por compras externas continua alta. A Conab manteve a previsão de importações em 7,06 milhões de toneladas para 2026, cifra que representa um aumento de 15,1% em relação a 2025.
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