Umidade elevada impacta colheita e desenvolvimento do trigo.

A colheita do milho tardio na Argentina está em um estado preocupante, com 47% das lavouras ainda não colhidas em início de agosto, conforme indicado pela Bolsa de Comércio de Rosário (BCR). Essa situação é alarmante para os produtores, especialmente devido à umidade elevada que freou o progresso das colheitas.
As condições climáticas adversas não só atrasaram os trabalhos de colheita, que foram praticamente paralisados em julho, como também desencadearam problemas de germinação em algumas áreas, resultando em grãos brotando nas plantas. Técnicos de Alvear expressam seu temor: “Ninguém quer ir ver como estão as lavouras de milho. Nos dá medo”.
Por outro lado, as lavouras de trigo apresentam um desenvolvimento satisfatório, embora as temperaturas elevadas tenham antecipado algumas fases do cultivo. Em regiões como Corral de Bustos, lotes já se aproximam do início do encanamento, que normalmente ocorre mais tarde. Embora a alta umidade tenha beneficiado o crescimento das raízes, a baixa radiação solar causa preocupação.
✨ Radiação solar média 20% a 40% abaixo do normal.
Entre 1º de junho e 31 de julho, as condições de radiação foram 21% menos favoráveis ao trigo em comparação ao ano anterior, enquanto a temperatura média esteve 7% acima do normal, o que pode afetar a produtividade.
Os dados mostram que o ambiente atual pode limitar a formação de perfilhos, reduzindo o potencial produtivo. No entanto, muitos campos, principalmente em Bigand e Marcos Juárez, continuam em boas condições.
A principal preocupação entre os agricultores de trigo é a possibilidade de infecções. Embora ainda não haja incidência generalizada, as condições de alta umidade e calor são favoráveis para o surgimento de doenças. Técnicos em Pergamino identificaram queima bacteriana e projetam um aumento na ocorrência de doenças, enquanto em General Villegas, embora as lavouras estejam saudáveis, há um alerta contra infecções fúngicas.
"Falta frio e sol. Falta ao trigo um inverno adequado
As expectativas são de que, para mitigar a proliferação de doenças, sejam necessários entre 15 e 20 dias de clima frio e ensolarado.
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