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Agronegócio
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Conseleite exige ações contra aumento de importações de laticínios

Entidade busca medidas do governo para proteger setor leiteiro

Acro Rodrigues12 de maio de 2026 às 16:35
Conseleite exige ações contra aumento de importações de laticínios

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) enviou um ofício ao governo federal nesta terça-feira (12) pedindo a adoção de medidas urgentes para lidar com o crescimento das importações de produtos lácteos no Brasil.

O documento, direcionado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), expressa preocupação com o aumento das importações, especialmente da Argentina e do Uruguai.

Conseleite solicita diálogo com o governo para proteger o setor leiteiro.

Kaliton Prestes, coordenador do Conseleite, destacou a necessidade de reduzir os custos de produção no Brasil e garantir a competitividade tanto no campo quanto na indústria. "Queremos que haja uma política clara que nos assegure condições justas para competir com vizinhos como Uruguai e Argentina", afirmou.

O Conseleite propõe aumentar o diálogo com as entidades do setor, pois a falta de ação por parte do governo tem levado à diminuição do número de produtores e ao fechamento de propriedades, conforme dados do IBGE e Ascar/Emater-RS.

Prestes lamentou que as políticas até agora não tenham surtido efeito: "O Estado parece ignorar o problema, enquanto as importações continuam a afetar a produção local. Precisamos combater a entrada de leite importado com salvaguardas adequadas."

O ofício afirma que o Brasil, um dos maiores produtores de leite do mundo, com uma produção anual aproximada de 35 bilhões de litros, está enfrentando graves dificuldades devido ao aumento das importações de laticínios do Mercosul.

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Os preços dos produtos importados estão, muitas vezes, abaixo do custo de produção nacional, o que cria um desequilíbrio no mercado".

Entre janeiro e abril de 2026, cerca de 65 mil toneladas de leite em pó e 18,2 mil toneladas de queijo foram importadas, o que corresponde a 709 milhões de litros de leite.

Além disso, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está acompanhando a investigação de dumping envolvendo leite em pó importado da Argentina e Uruguai, com alegações de que esses produtos estão sendo vendidos a preços inferiores ao custo de produção.

A expectativa da CNA é que, após a reunião prevista para o final de maio, medidas antidumping sejam aprovadas para mitigar os danos causados pelas importações desleais.

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