Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária projeta alta na demanda interna e queda nas exportações do grão.

O consumo de milho em Mato Grosso deverá superar as exportações pela primeira vez desde que o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) começou a realizar as projeções, na safra 2026/27. O Imea estima uma demanda interna de 27,09 milhões de toneladas, um aumento de 16,20% em relação a 2025/26, enquanto as exportações são projetadas em 17,50 milhões de toneladas.
A diferença entre o consumo e as exportações deve atingir 9,59 milhões de toneladas no ciclo de 2026/27, que contrasta com o cenário de 2025/26, quando o consumo interno foi de 23,31 milhões de toneladas e as exportações de 24,10 milhões de toneladas. Na safra anterior, 2022/23, o estado consumiu 15,08 milhões de toneladas e exportou 29,98 milhões.
✨ A continuidade da competitividade do milho na alimentação animal é um dos fatores que impulsionam o aumento do consumo, segundo o Imea.
O Imea também revisou suas previsões indicando que, para 2026/27, as exportações devem cair 27,39% em comparação a 2025/26, de 24,10 milhões para 17,50 milhões de toneladas. Além disso, o fluxo de milho interestadual deve recuar de 11,00 milhões para 9,50 milhões de toneladas, uma queda de 13,64%.
Em termos de oferta, o instituto manteve a projeção de área plantada em 7,48 milhões de hectares, com um pequeno aumento de 0,59%, e uma produtividade estimada de 119,64 sacas por hectare, representando um recuo de 8,05%. A produção total foi projetada em 53,68 milhões de toneladas, 7,50% abaixo das 58,04 milhões esperadas para 2025/26.
Com um estoque inicial estimado em 0,60 milhão de toneladas, o volume total ofertado deve ser de 54,29 milhões de toneladas, uma queda de 8,01%. O estoque final para 2026/27 foi reduzido para 199,93 mil toneladas, uma diminuição de 29,87% em relação à previsão anterior e de 66,79% comparado a 2025/26. Esse valor corresponde a menos de dois dias de demanda total.
Para a safra atual, de julho a junho, as exportações começaram abaixo do padrão do ano anterior, influenciadas pela menor competitividade do milho de Mato Grosso no mercado internacional. Para a produtividade projetada de 2026/27, considera-se riscos climáticos, incluindo precipitação, temperatura, janela de semeadura e o fenômeno El Niño.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Estimativas indicam impacto de safra menor e desafios climáticos

Demanda internacional impulsiona resultados históricos

Safra em São Paulo deve alcançar 11,9 milhões de toneladas em 2025/26.

A planta representa riscos elevados para a agricultura da região