Soja recua 0,33% enquanto milho e trigo apresentam leve alta.

Os preços dos contratos futuros da soja com entrega prevista para novembro apresentaram uma queda de 0,33% nesta segunda-feira (12), fechando a sessão a US$ 12,87 por bushel na Bolsa de Chicago. Essa variação negativa ocorre em meio à expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos e ao avanço da colheita nas lavouras.
Conforme informações da Granar, a leve queda nos preços segue uma valorização de cerca de 1% observada na sessão anterior. O dia foi marcado por um volume reduzido de indicadores, devido ao feriado administrativo nos Estados Unidos em comemoração ao Dia de Colombo.
Os fatores que pressionaram os preços incluem o progresso das colheitas nos Estados Unidos, facilitado pelas condições climáticas favoráveis, principalmente na região do Meio-Oeste. Analistas antecipam que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informará no relatório semanal que a colheita superou os 40% da área cultivada, em comparação com 25% na semana anterior.
✨ O USDA prevê uma produção de soja de 124,15 milhões de toneladas para a safra 2026/27, superando os 115,97 milhões do ciclo anterior.
No Brasil, o plantio da safra 2026/27 avançou após as chuvas da semana passada. Dados da AgRural indicam um progresso de 15% na semeadura, em comparação com 7% na semana anterior e 14% no mesmo período do ano passado.
Em relação ao milho, o contrato para dezembro teve uma alta de 0,68%, encerrando a sessão a US$ 4,83 por bushel. A valorização foi impulsionada após o cereal apresentar perdas superiores a 9% nas duas semanas anteriores, sendo beneficiada por fatores técnicos e pela recuperação das cotações.
O trigo, por sua vez, registrou um aumento de 0,19%, fechando a sessão a US$ 6,72 por bushel. Os preços tiveram resultados mistos nesta segunda-feira, após seis semanas seguidas de perdas, influenciados por liquidações de contratos por fundos de investimento e pela valorização do dólar em relação ao euro.
A forte concorrência do trigo europeu no mercado internacional também é um fator a ser destacado. A situação entre Rússia e Ucrânia continua a orientar o comércio de grãos, com observadores atentos a quaisquer desdobramentos, incluindo uma possível trégua energética mencionada pelo presidente Donald Trump.
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