Controle de pragas e logística em foco no painel de soja em Londrina
Discussão relevante sobre estratégias de exportação em evento em Londrina

O controle de pragas quarentenárias e os desafios logísticos foram os temas centrais de um painel sobre pós-colheita de soja realizado hoje em Londrina, Paraná. O encontro, parte da Reunião de Pesquisa de Soja, destacou a importância das práticas de manejo para garantir a qualidade das exportações nacionais.
Fátima Parizzi, das associações ABIOVE e ANEC, enfatizou que iniciativas estão sendo implementadas para atender às rigorosas exigências fitossanitárias da China, destino principal das exportações de soja e milho do Brasil. Entre as ações estão guias de identificação de pragas, conscientização na cadeia produtiva e atenção em todos os passos, desde a amostragem até a expedição.
""O objetivo é assegurar que os produtos exportados satisfaçam as exigências fitossanitárias internacionais, evitando rejeições nas rotas de exportação," destaca Fátima.
Fátima também mencionou que, apesar da lista extensa de pragas quarentenárias da China, a atenção se concentra em 11 espécies reconhecidas que existem no Brasil, reiterando que o controle deve iniciar na fase de plantio e manter-se durante todo o ciclo da cultura.
✨ O Brasil define um plano de controle rigoroso para pragas antes da exportação, colaborando com o Ministério da Agricultura em negociações com a China.
José Ronaldo Quirino, da Caramuru Alimentos, trouxe uma visão sobre as dificuldades enfrentadas nas unidades armazenadoras. Ele ressaltou a importância de um controle rigoroso desde a recepção dos grãos, onde são avaliados os riscos das cargas transportadas, para evitar devoluções e atender às demandas internacionais.
- 1Identificação de cargas na entrada das unidades armazenadoras
- 2Monitoramento constante dos grãos armazenados
- 3Definição de locais adequados para a formação de lotes de exportação
Ainda no painel, Edenilson Oliveira, da cooperativa Coamo, abordou a logística de escoamento da safra. Ele denunciou que, apesar dos avanços na infraestrutura dos portos, resta uma série de gargalos, particularmente na malha ferroviária, que podem impactar a competitividade do setor a longo prazo.
""Sem investimentos robustos em ferrovias, o transporte rodoviário continuará sobrecarregado, aumentando custos e limitando o potencial de crescimento do agronegócio," alertou Oliveira.
Oliveira também comentou sobre a necessidade urgente de pensar a infraestrutura ferroviária de forma integrada, especialmente com as renegociações de concessões que determinarão investimentos vitais para o futuro. Para ele, isso não é apenas uma responsabilidade das concessionárias, mas requer uma visão colaborativa com o governo para criar soluções sustentáveis.
✨ O planejamento deve considerar uma visão de longo prazo, com horizontes de 10 a 50 anos, para assegurar que a infraestrutura acompanhe o crescimento da produção agrícola.
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