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Agronegócio
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Brasil negocia exigências da UE sobre antimicrobianos na produção animal

Reunião em Brasília busca soluções para atender novas normas sem afetar mercado

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 21:05
Brasil negocia exigências da UE sobre antimicrobianos na produção animal

Um encontro em Brasília, que ocorreu nesta quarta-feira (8), reuniu representantes do setor de proteínas animais e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir como o Brasil poderá se adaptar às novas regulamentações da União Europeia (UE) em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal.

O evento foi realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e contou com a presença de executivos de diversas organizações, incluindo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Os principais participantes foram Roberto Perosa, presidente-executivo da Abiec; Renato Costa, presidente do conselho diretivo da mesma entidade; Ricardo Santin, presidente da ABPA; e Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa.

A reunião teve como foco alinhar ações e informações sem toma de decisões imediatas.

Conforme relatos durante o encontro, o principal objetivo foi atualizar as organizações sobre as iniciativas do governo e discutir a coordenação entre os vários segmentos da cadeia produtiva antes da aplicação das novas exigências da UE.

A União Europeia enfatizou recentemente que exigirá a garantia de que as carnes e produtos de origem animal exportados para seu território sejam produzidos em sistemas livres de antimicrobianos restritos, o que acendeu um alerta na indústria do Brasil.

Contexto

O Ministério da Agricultura indicou que a adaptação às normas da UE dependerá, em grande parte, da capacidade da própria cadeia produtiva de se organizar e criar mecanismos de controle para garantir a rastreabilidade dos animais exportados.

Embora o ministério tenha afirmado que os produtos questionados continuam autorizados no Brasil, será necessário desenvolver métodos que assegurem que os animais destinados às exportações cumpram as exigências europeias.

Enquanto isso, o Mapa implementou medidas para monitorar os rebanhos a serem exportados, incluindo a supervisão dos ciclos produtivos e a separação desses animais de outros lotes.

No entanto, ainda há divergências entre a indústria e os produtores sobre a melhor forma de avançar. A indústria busca regras mais rígidas para garantir a segurança nas exportações, enquanto os produtores alertam que a restrição ao uso dos antimicrobianos pode impactar negativamente na produtividade do setor pecuário brasileiro.

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