Cotações do trigo sobem com clima e tensões Rússia-Ucrânia
Valorização nas bolsas reflete preocupações com safra e conflitos internacionais.

Os contratos de trigo negociados na Bolsa de Chicago passaram por uma forte valorização entre 10 e 16 de julho, motivados por adversidades climáticas em regiões produtoras e pelo aumento das tensões com a Rússia e a Ucrânia.
✨ O preço alcançou US$ 6,77 por bushel em 15 de julho, superando a marca de US$ 6,74 na quinta-feira, evidenciando um crescimento significativo em comparação com os US$ 6,11 da semana anterior.
A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) apontou que, em menos de 15 dias úteis, houve um aumento superior a um dólar por bushel, saltando de US$ 5,69 para US$ 6,77. As expectativas de uma safra inferior nos EUA, estimada em apenas 41,8 milhões de toneladas — o menor número desde 1970/71 — também têm contribuído para a alta.
Além disso, a dinâmica do mercado no Mar Negro, uma região vital para a produção e exportação de trigo, agrava a situação. O relatório de oferta e demanda divulgado em 10 de julho, reafirmou a redução na estimativa da produção norte-americana, assim como os estoques finais, que caíram para 19,7 milhões de toneladas.
Em relação à produção global, as projeções permaneceram em 820 milhões de toneladas, mas os estoques mundiais foram reduzidos para 272,8 milhões, uma queda de cerca de três milhões em comparação com junho.
Para o Brasil, as estimativas são de que o país importe cerca de 7,2 milhões de toneladas neste novo ano comercial. Na Argentina, a venda da nova safra tem avançado lentamente, mesmo com o plantio em progresso, pois os produtores estão se mostrando hesitantes em fechar novos contratos devido a preços em baixa e incertezas sobre a oferta futura.
"Além da produção, a Argentina enfrenta um cenário mais competitivo no mercado internacional, com preços de exportação do trigo próximo a outros grandes fornecedores, pressionando as cotações globais.
Contexto
Os estoques finais da Argentina podem atingir 4,5 milhões de toneladas na temporada 2025/26, o maior número desde 2014/15, apesar da demanda interna estimada em 9,2 milhões de toneladas.
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