Estudo do Rabobank destaca o potencial do Brasil para se tornar líder no mercado de créditos de carbono.

O mercado de créditos de carbono no solo apresenta-se como uma nova oportunidade de financiamento para a agricultura regenerativa no Brasil. O país, com seu vasto potencial agrícola e áreas disponíveis para recuperação, pode remunerar produtores que adotem práticas que aumentem o estoque de carbono no solo.
Uma análise do Rabobank enfatiza que o Brasil possui as condições necessárias para se tornar um dos principais mercados de créditos de carbono no solo globalmente. Dados da Embrapa indicam que dos 177 milhões de hectares de pastagens no país, cerca de 28 milhões, ou 15%, estão degradados e têm potencial para serem restaurados com práticas regenerativas.
✨ Essa transição, embora promissora, requer investimentos iniciais, modificações no manejo e um período de adaptação.
Entre os benefícios da agricultura regenerativa estão o aumento da matéria orgânica no solo, maiores índices de produtividade, melhor retenção de água e a mitigação de riscos climáticos. O Rabobank ressalta que é necessário expandir os mecanismos de financiamento e remuneração ambiental, como prêmios em cadeias de suprimento sustentáveis e linhas de crédito favoráveis, incluindo créditos de carbono.
O mercado já desenvolveu metodologias para medir e monitorar o aumento de carbono armazenado no solo, e os primeiros projetos no Brasil estão avançando nas fases de validação, monitoramento e emissão de créditos. Segundo o estudo de Andrés Padilla, Fernanda Casagrande e Roberto Strumpf, a expansão desse mercado dependerá do avanço desses projetos, da adesão dos produtores, do aumento da demanda, da segurança regulatória e da preservação da integridade ambiental.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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