Custo operacional efetivo e total aumentaram, afetando financeira dos produtores na safra 2026/27.

Na safra 2026/27, os custos de produção do algodão em Mato Grosso continuam a impactar a rentabilidade dos produtores. De acordo com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo de produção estimado em agosto foi de R$ 10.617,82 por hectare, enquanto o custo operacional efetivo (COE) alcançou R$ 15.250,61/ha.
Embora tenha havido uma leve diminuição de 0,11% no custeio em comparação ao mês anterior, o COE aumentou 0,13%, impulsionado principalmente pelo aumento nas despesas com arrendamento, que subiram 4,72% no mesmo período. O custo operacional total (COT) também foi afetado, com um aumento mensal de 0,25%, totalizando R$ 16.264,37/ha. O custo total (CT) chegou a R$ 18.709,02/ha, com um avanço de 0,21%.
✨ Para cobrir o COE, o algodão precisa ser vendido por, no mínimo, R$ 120,06 por arroba.
Considerando a produtividade média dos últimos três anos, que é de 126,86 arrobas por hectare de pluma, os preços necessários para cobrir os custos variam. Para cobrir o COT, o valor sobe para R$ 128,20/@, enquanto o preço necessário para cobrir o CT chega a R$ 147,47/@. Até agosto, o preço médio ponderado de comercialização da safra 2026/27 estava em R$ 129,67 por arroba, o que permite cobrir o COE e o COT, mas deixa uma margem apertada para os produtores.
Este cenário destaca a necessidade urgente de planejamento financeiro e controle de despesas por parte dos agricultores para a próxima temporada. A gestão dos custos e dos preços de comercialização será crucial para a margem de lucro dos cotonicultores em um ambiente de custos elevados e competitivos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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