Benefícios fiscais resultam em R$ 3 bilhões em ICMS para a indústria do etanol em 2025.

O Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) tem se mostrado eficaz ao proporcionar benefícios fiscais às indústrias do Estado, resultando em uma arrecadação com ICMS superior ao que seria gerado sem os incentivos.
Somente em 2025, a indústria de etanol arrecadou R$ 3 bilhões em ICMS, superando em R$ 1,1 bilhão os incentivos recebidos no mesmo ano. Os dados foram extraídos de um levantamento do Observatório de Mato Grosso, ligado à Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), em parceria com o Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (Bioind-MT).
Entre 2020 e 2025, a estimativa de arrecadação do setor com ICMS foi de R$ 10,7 bilhões, enquanto os incentivos concedidos somaram R$ 6,5 bilhões. O crescimento da arrecadação de ICMS foi de 627% nesse período, enquanto os incentivos aumentaram apenas 231%.
✨ Para cada R$ 1 concedido em incentivo, as usinas de etanol realizaram R$ 4,10 em investimentos privados.
José Fernando Mazuca Filho, presidente do Bioind-MT, destacou que o apoio ao setor de etanol elevou sua participação na arrecadação estadual de ICMS, que passou de 4% em 2019 para 12% atualmente. Isso demonstra o impacto positivo da atividade industrial na economia de Mato Grosso e nas cidades ao redor das usinas.
José Lombardi, consultor tributário do Bioind-MT, argumentou que os incentivos fiscais ajudam a compensar os custos logísticos de transporte do etanol, permitindo que as indústrias locais competem em condições mais justas com estados que já possuem programas semelhantes.
Silvio Rangel, presidente da Fiemt, reforçou que a industrialização dentro de Mato Grosso é uma estratégia vital para aumentar empregos e renda, ressaltando a importância de uma política de incentivos bem estruturada para o crescimento econômico.
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