Mercado pecuário dos EUA deve continuar com oferta limitada de bovinos, favorecendo Brasil como fornecedor.

A consultoria Datagro indicou que a recuperação do rebanho bovino nos Estados Unidos será tímida nos próximos anos, resultando em um cenário que deverá aumentar a demanda por importação de carne, potencialmente beneficiando fornecedores como o Brasil.
Durante o 6º Fórum Pecuária Datagro em São Paulo, o analista Guilherme Jank explicou que, apesar da estabilização do rebanho americano, a expansão da oferta de bovinos deve ser lenta devido a uma defasagem de dois a três anos entre decisões dos produtores e os resultados na oferta.
✨ Com a reabertura da importação de gado do México, a Datagro avalia que a produção local nos EUA será ainda mais desestimulada, aumentando a dependência das importações.
A carne bovina americana continua a ter uma demanda robusta, mesmo com as limitações na oferta doméstica. Isso poderá aumentar o volume de importações para atender ao mercado.
Os preços do boi nos Estados Unidos têm enfrentado queda recentemente, influenciados por problemas de demanda e a volta de gado mexicano ao mercado americano.
Neste contexto, o Brasil surge como um potencial ator no fornecimento de carne aos EUA, com negociações ocorrendo em torno de U$ 7 por quilo, especialmente em produtos destinados à carne moída. João Figueiredo, líder da Área de Pecuária da Datagro, destacou que essa operação é diferente das exportações para a China em termos de agregado de valor.
Caso a escassez de oferta nos Estados Unidos persista, a Datagro acredita que o país pode se tornar um mercado estrutural para a carne brasileira.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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