Projeções indicam que B16 poderá impulsionar consumo de óleo de soja.

A demanda por biodiesel pode alcançar 11 milhões de metros cúbicos em 2027, um aumento de 7% em relação ao ano anterior, conforme a projeção divulgada pela consultoria StoneX nesta quinta-feira. Essa expectativa é baseada na aprovação do percentual de mistura do biodiesel ao diesel em 16% (B16).
Com esse volume de biodiesel, o uso de óleo de soja como matéria-prima poderá atingir cerca de 8,75 milhões de toneladas, representando 85,3% da produção total do biocombustível. Contudo, a trajetória do setor permanece incerta, dependendo de mandatos de mistura em andamento.
✨ Os testes para viabilidade até o B20 estão previstos para serem finalizados em fevereiro de 2027, podendo permitir a antecipação do aumento para o B16 em março.
Se a mistura permanecer em B15, as vendas de biodiesel cresceriam apenas 1,2%, somando 10,43 milhões de metros cúbicos, um recorde, mas abaixo do potencial de crescimento da capacidade instalada. Nessa circunstância, a demanda por óleo de soja totalizaria 8,27 milhões de toneladas.
Recentemente, as vendas de biodiesel apresentaram uma leve queda em relação às expectativas da StoneX. A consultoria revisou sua projeção, reduzindo a demanda esperada para 2026 de 5,7% para 5,6%. No acumulado deste ano até agosto, o biocombustível teve uma alta de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Dados da Agência Nacional do Petróleo indicam que o óleo de soja compôs cerca de 85% da produção de biodiesel, com um aumento de 8,2% em relação a 2025. Para os próximos meses, a StoneX estima que a commodity alcance 8,26 milhões de toneladas.
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