Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Desafios e Oportunidades no Mercado Global de Carne Bovina em 2025

Com mudanças significativas nas dinâmicas de oferta, Brasil se reposiciona no comércio internacional.

Gabriel Rodrigues27 de março de 2026 às 15:25
Desafios e Oportunidades no Mercado Global de Carne Bovina em 2025

Neste começo de ano, o setor global de carne bovina passa por transformações significativas, refletindo mudanças importantes entre os principais países envolvidos. Os Estados Unidos enfrentam a menor população de gado em 75 anos, enquanto a China impôs limites às importações de carne do Brasil.

Rebanho dos EUA e Oportunidades para o Brasil

Com o rebanho bovino americano reduzido para aproximadamente 86 milhões de cabeças, o nível mais baixo desde 1951, a situação é pressionada por longos períodos de seca e custos de produção elevados. Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, comenta que essa diminuição pode criar oportunidades para os produtores brasileiros, que têm demonstrado resiliência em meio a barreiras comerciais.

"

A pecuária brasileira hoje é uma fortaleza. Quando os Estados Unidos aplicaram tarifas, nós navegamos sem muitos problemas

Alcides Torres

Expectativa de importação dos EUA pode chegar a 400 mil toneladas.

Cota Chinesa e Riscos Potenciais

A China fez uma cota de 1,1 milhão de toneladas para carne brasileira, impondo uma tarifa de 12% dentro desse limite e uma sobretaxa de 55% além dele. Até agora, o Brasil já enviou 372 mil toneladas ao país asiático.

Torres prevê que, se o ritmo das exportações permanecer constante, a cota pode ser totalmente utilizada até o meio do ano. Apesar do crescimento nas exportações, o cenário observável é cauteloso, com a possibilidade de buscar novos mercados, como Vietnã e Hong Kong, onde não há tarifas sobre a carne bovina.

Os dois anos anteriores resultaram em produções recordes no Brasil, mas um recuo na produção pode ocorrer, ajudando a equilibrar a oferta no mercado.

Custos e Geopolítica no Comércio Internacional

A geopolítica impacta o comércio internacional, especialmente devido aos altos custos e tempos de transporte, que aumentam em áreas de conflito. Apesar disso, Torres acredita que o Brasil mantém uma vantagem competitiva com custos mais baixos e produtos de alta qualidade.

"

Se todo mundo tiver que pagar mais caro, o Brasil continua competitivo, porque tem custo mais baixo, boa entrega e produto com maior durabilidade

Alcides Torres

O Brasil ainda se posiciona de forma estratégica no comércio global de carne bovina, conseguindo se adaptar a novas exigências e diversificar seus mercados. Atualmente, a China é a principal compradora, seguida por Estados Unidos e Chile.

A abertura de novos mercados ajuda a mitigar riscos em situações de bloqueio temporário.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio