Cimento se destaca como alternativa viável para reaproveitamento de resíduos da soja.

A cadeia da soja gera resíduos que podem ser reaproveitados industrialmente, apresentando um desafio para encontrar alternativas para materiais que não conseguem ser comercializados com a destinação adequada.
Na safra 2026/27, a produção brasileira de soja está estimada em 181.600.000 toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Em uma cadeia dessa magnitude, as perdas e os materiais fora dos padrões comerciais exigem atenção rigorosa, abrangendo desde o armazenamento até o transporte.
✨ A indústria de cimento tem se mostrado uma alternativa viável para o aproveitamento dos resíduos da soja, realizando coprocessamento para geração de energia térmica.
O processo de coprocessamento, que depende das características dos materiais e de critérios técnicos de recebimento, resulta em uma destruição completa dos resíduos, evitando passivos ambientais. Em 2024, a indústria brasileira de cimento coprocessou 2.928.000 toneladas de resíduos, dos quais 2.768.000 toneladas foram utilizadas como combustíveis alternativos ou biomassas, enquanto 160.000 toneladas substituiram matérias-primas na fabricação do cimento.
Para maximizar o aproveitamento de materiais passíveis de descarte, é crucial que as empresas da cadeia colaborem para melhorar a logística e a eficiência no transporte dos resíduos, reduzindo a dependência de matérias-primas e combustíveis convencionais.
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