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Agronegócio
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Édipo Araújo assume Ministério da Pesca e Aquicultura com foco em sustentabilidade

Novo ministro pretende continuar programas e aumentar a relevância da pesca nas políticas públicas

Giovani Ferreira01 de abril de 2026 às 14:25
Édipo Araújo assume Ministério da Pesca e Aquicultura com foco em sustentabilidade

O engenheiro de pesca Édipo Araújo tomou posse como novo ministro da Pesca e Aquicultura, em uma cerimônia realizada na sede do ministério nesta quarta-feira (1/4). Ele sucedeu André de Paula, que agora liderará o Ministério da Agricultura.

Araújo marca a história como o primeiro profissional da engenharia de pesca a ocupar esta posição. Com uma carreira que inclui atuações como diretor e secretário-executivo, ele se comprometeu a manter em andamento os programas iniciados a partir de 2023, além de destacar a importância da pesca nas discussões de políticas públicas no Brasil.

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Assumir esse cargo como engenheiro de pesca tem um significado profundo, é um marco pessoal e um legado aos profissionais da engenharia. Esse reconhecimento da área é uma afirmação de que ciência, técnica e conhecimento aplicado precisam estar no centro das políticas públicas

Édipo Araújo

O novo ministro sublinhou que tanto a pesca quanto a aquicultura devem ser vistas não apenas como setores produtivos, mas como relevantes para a construção de um Brasil mais sustentável e inclusivo. Formado em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal Rural da Amazônia, Araújo também possui mestrado em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais, além de doutorado em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

Contexto

Araújo já atuou como coordenador e diretor no Ministério da Agricultura entre 2019 e 2022 e foi diretor do MPA antes de se tornar secretário-executivo em julho de 2024.

Durante seu discurso, Araújo mencionou os avanços nas políticas do Ministério da Pesca, citando uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "ainda temos muito a fazer, de fato, com senso de urgência e responsabilidade". Entre os principais avanços destacam-se a reativação do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape) e o retorno das Estatísticas Pesqueiras após mais de 15 anos sem atualização.

O ministro ressaltou que quase R$ 1 bilhão foi destinado a mais de 340 mil pescadores no Norte do país, em resposta à recente seca que afetou a região.

Além disso, Araújo divulgou que houve um recorde de 612 contratos de concessão para projetos de aquicultura, potencialmente gerando 27 mil empregos diretos e indiretos. No cenário internacional, 19 novos mercados foram abertos para os pescados brasileiros desde 2023, com novas missões do Reino Unido e União Europeia previstas para reabertura.

Ele concluiu que continuará a promover a valorização dos pescadores e da aquicultura, reconhecendo-as como setores cruciais para o desenvolvimento do país.

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