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Agronegócio
2 min de leitura

Bioinsumos avançam, mas bioherbicidas ainda carecem de espaço no Brasil

Desafios persistem no mercado de herbicidas no agronegócio brasileiro

Camila Souza Ramos01 de junho de 2026 às 13:15
Bioinsumos avançam, mas bioherbicidas ainda carecem de espaço no Brasil

O setor de defensivos agrícolas no Brasil está passando por uma transformação com o crescimento dos bioinsumos, embora os herbicidas ainda apresentem lacunas significativas nesse avanço.

Análises de Christian Pereira, especialista em agronegócio, mostram que o mercado de bioinsumos brasileiro ultrapassou R$ 6,2 bilhões em 2025, com uma elevação de 15%. Apesar disso, bioherbicidas ainda não estão disponíveis em larga escala globalmente, uma situação destacada pela sua ausência, já que herbicidas geram quase R$ 47 bilhões neste segmento.

Os herbicidas dominam o mercado de defensivos, superando fungicidas e inseticidas.

Além do preço do glifosato, que caiu mais de 60% entre 2022 e 2023, os desafios para os bioherbicidas incluem eficácia, seletividade e adaptação a diversas condições de cultivo.

A análise sugere que os bioherbicidas podem encontrar oportunidades em áreas onde os químicos têm falhado, como no combate a plantas daninhas resistentes e na crescente demanda por práticas agrícolas sustentáveis.

Iniciativas Innovative no Setor

Empresas como Koppert Brasil e Biotrop estão investindo em soluções promissoras. A Koppert pesquisa um herbicida biológico à base de fungo para enfrentar desafios como buva e capim-amargoso. Já a Biotrop anunciou o que acredita ser o primeiro bioherbicida mundial disponível em escala.

Entretanto, a nova categoria precisa demonstrar eficácia prática para se firmar no mercado. É essencial que os produtores entendam a real proposta de valor dos bioherbicidas, além do discurso sobre sustentabilidade.

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“A questão não é 'o bioherbicida vai vingar?' É 'qual é a tese específica de valor que vai fazer o produtor incorporá-lo ao manejo, mesmo com todas as limitações atuais?'”

Christian Pereira

O autor encerra enfatizando que quem introduzir um produto sem entender suas condições reais de aplicação poderá enfrentar desafios altos, já que o campo é exigente.

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