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Agronegócio
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El Niño deve afetar lavouras brasileiras em 2026/27

Produtores precisam se preparar para mudanças climáticas e desafios econômicos.

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 13:45
El Niño deve afetar lavouras brasileiras em 2026/27

A previsão do fenômeno El Niño para o ciclo 2026/27 exige uma atenção especial das lavouras brasileiras. As mudanças nos padrões de chuva, associadas a um cenário econômico adverso, indicam que os agricultores precisarão estar bem preparados para reduzir perdas.

Desafios Climáticos e Econômicos

Conforme o relatório Visão Agro 2026 do Itaú BBA, o setor agropecuário brasileiro inicia o ciclo sob pressão de juros elevados, concessão de crédito rigorosa e custos de produção altos, além de preços baixos para diversas commodities. O El Niño é identificado como uma ameaça potencial à produtividade de culturas essenciais como soja, milho e café.

Preparar o terreno e ajustar o manejo são cruciais para os agricultores.

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As decisões tomadas antes do plantio podem fazer a diferença na resiliência das lavouras em períodos de estresse climático

Felipe Crepaldi, Vitalforce

Cinco Frentes Críticas

Felipe Crepaldi, coordenador da Vitalforce, destaca cinco aspectos que merecem atenção no planejamento da safra. A preparação do solo deve ocorrer antes do plantio, pois suas condições físicas afetam a capacidade de infiltração e retenção de água.

O manejo da palhada após a colheita também é fundamental para a prevenção de doenças associadas ao solo. Pesquisas mostram que até 93% das doenças persistem ligadas à palhada, o que exige uma análise cuidadosa antes do início de um novo ciclo.

Além disso, os agricultores devem se adaptar às variaçôes regionais provocadas pelo El Niño, que afetará as diferentes regiões do Brasil de maneiras distintas, fazendo com que o manejo seja personalizado.

A estrutura do sistema radicular também será vital para a adaptação das plantas a períodos de seca ou encharcamento. Monitoração constante e análise dos solos são estratégias recomendadas para garantir uma resposta mais eficaz às adversidades.

Decisões baseadas apenas em experiências visuais podem ser insuficientes em um cenário tão complexo.

A estratégia adotada pelos agricultores deve incluir monitoramento contínuo e uso de tecnologias de precisão, permitindo uma gestão de riscos mais eficiente e personalizada.

Conforme Crepaldi, o clima permanecerá uma incerteza, mas a preparação e planejamento podem fazer toda a diferença na produtividade das lavouras em anos de riscos elevados.

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