Ferramenta oferece mapeamento avançado para produção de abacates

A engenheira agrônoma Luísa Bastos Domingos tem utilizado inovações em inteligência artificial para otimizar suas análises de solo. Essa tecnologia permite a ela processar dados laboratoriais sobre a composição física e química do solo, resultando em análises mais detalhadas e eficientes.
Recentemente, Luísa incorporou uma ferramenta específica de IA, o Biostart, que auxilia na avaliação do potencial microbiológico do solo. Essa nova aplicação promete economizar tanto tempo quanto recursos, especialmente em seu projeto de produção de abacates na Serra da Mantiqueira, em São Paulo.
O Biostart, desenvolvido pela Biome4All, é capaz de criar um perfil do solo e mapear riscos relacionados à nutrição e à presença de patógenos. Segundo Leonardo Gomes, diretor-presidente da Biome4All, essa aplicação permite um pré-diagnóstico, ajudando a focar a análise microbiológica em áreas com maiores problemas.
✨ “Usamos dados físico-químicos para identificar onde estão os maiores riscos e sermos muito mais cirúrgicos para realizar a análise microbiológica nos pontos de maior preocupação” — Leonardo Gomes.
Luísa afirma que essa tecnologia proporciona análises mais rápidas e precisas do que as ferramentas de IA que utilizou anteriormente, como ChatGPT e Claude. "Ela é assertiva, o que torna os resultados muito eficazes em meu trabalho agrícola", complementa.
A eficácia da inteligência artificial da Biome4All se deve à ampla base de dados composta por 14 mil amostras de solo coletadas ao longo de oito anos. Esse acervo permite à ferramenta fazer correlações precisas e identificar quais microrganismos são mais necessários em determinadas áreas.
Essa abordagem facilita a identificação de regiões críticas que precisam de uma análise microbiológica completa, um processo extremamente mais caro e demorado. Gomes destaca que a IA introduz um nível de informação acessível aos produtores de todos os portes.
Com mais de dez milhões de análises físico-químicas sendo realizadas anualmente no Brasil, a análise microbiológica ainda está em fase inicial. A Biome4All disponibiliza sua tecnologia gratuitamente nos primeiros meses após o lançamento, com um custo de R$ 39 por análise posteriormente.
A empresa planeja aumentar sua base de clientes em 50%, passando de 6 mil para 9 mil produtores, quebrando barreiras econômicas e operacionais na adoção desta tecnologia em larga escala.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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