Aumento da qualidade da soja é essencial para enfrentar reduções nas compras da China.

O Brasil deve focar na qualidade da soja, valorizando o teor de proteína, para se preparar para uma possível redução das compras da China, que atualmente é o principal destino do grão brasileiro. Essa abordagem pode incluir contratos que diferenciam a soja destinada ao consumo humano daquela utilizada na ração animal, conforme defendido por especialistas.
Guilherme Bastos, coordenador do FGV Agro, destacou em um evento em São Paulo que a análise das relações bilaterais entre Brasil e China é vital para garantir a segurança alimentar no futuro. Projeções mostram uma possível redução de 20% na demanda chinesa até 2030, o que representa uma diminuição equivalente a 25 milhões de toneladas, sendo 20 milhões apenas do Brasil.
✨ A demanda chinesa pode cair, mas há espaço para crescimento na demanda por ração para pecuária, segundo analistas.
Leandro Giglio, do Insper Global Agro, adicionou que enquanto a demanda da China enfrenta incertezas, a busca por alternativas que se ajustem às novas demandas de mercado torna-se fundamental. Bastos ressaltou que a qualidade do produto deve ser levada em conta e a diversificação da produção pode trazer novas oportunidades.
A expansão no setor de biocombustíveis também foi mencionada como estratégia crucial para o futuro. Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio, enfatizou a necessidade de planejar o uso do óleo de soja em combustíveis para manter a demanda, além de olhar para mercados potenciais como a produção de proteína animal e combustíveis para transporte.
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