Medidas incluem incentivos fiscais e apoio à produção têxtil visando aumentar a competitividade frente ao Brasil.

O governo dos Estados Unidos anunciou um novo conjunto de iniciativas com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do algodão, visando aumentar a competitividade em relação a países como o Brasil, que se tornou o maior exportador global da fibra em 2023.
As medidas, detalhadas em um documento do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), incluem incentivos fiscais para produtores, apoio financeiro à indústria têxtil, estímulos para aumentar a demanda interna e iniciativas para expandir mercados internacionais.
✨ Os EUA são o quarto maior produtor e o segundo maior exportador de algodão, com uma área de cultivo de cerca de 4,86 milhões de hectares e uma movimentação anual superior a US$ 21 bilhões.
Entre as ações destacadas está uma ampliação nos benefícios fiscais com base na Lei de Redução de Impostos para Famílias Trabalhadoras, que agora torna permanentes deduções para investimentos em equipamentos agrícolas. A legislação também amplia proteção financeira para os agricultores e eleva o preço de referência do algodão para empréstimos, proporcionando mais liquidez durante a colheita.
Além disso, o plano prevê a liberação de US$ 285 milhões anuais a partir de 2027 para o Programa de Promoção do Comércio Agrícola, que visa a aumentar as exportações. A Indonésia e Bangladesh se comprometeram a facilitar a importação de algodão americano e reduzir tarifas em produtos de algodão, respectivamente.
O pacote também inclui medidas de proteção contra riscos agrícolas, com maior investimento na identificação de pragas e ampliação de opções de seguro para os agricultores. O preço de referência do algodão nas políticas de apoio à renda será ajustado para refletir aumentos de custos e inflação.
Além disso, investimentos foram destinados à indústria têxtil para melhorar a capacidade de processamento de algodão nos EUA e aumentar o consumo doméstico da fibra.
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