Pesquisa de doutorado mostra crescimento na produção de uvas mesmo com estiagem severa.

Um estudo de doutorado revela que, apesar de uma das secas mais prolongadas do Semiárido brasileiro, o volume médio de chuvas em Petrolina (PE) reduziu quase pela metade, enquanto a produção de uvas nos perímetros irrigados não apenas se manteve, mas cresceu significativamente.
A pesquisa foi realizada pelo tecnólogo em viticultura e enologia Luiz Gustavo Lovato, professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, que investigou os impactos da estiagem entre 2011 e 2019 sobre a viticultura irrigada no Vale do Submédio São Francisco.
✨ Os números indicam que a irrigação foi vital para enfrentar a seca, mas sua eficácia depende de uma estrutura adequada que inclua bombeamento, manutenção e conhecimentos técnicos.
Com a seca, a precipitação média anual na estação de Bebedouro foi de cerca de 261 milímetros, muito abaixo dos 503 milímetros registrados em anos anteriores, enquanto a produção de uvas dentro do projeto Senador Nilo Coelho aumentou de 63,7 mil para 195,2 mil toneladas entre 2002 e 2022.
O estudo conclui que a irrigação impediu que a escassez de chuvas afetasse diretamente a disponibilidade de água para as videiras, destacando a importância da combinação entre clima, irrigação e técnicas de manejo na produção agrícola da região.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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