Pesquisa do Instituto de Pesca demonstra crescimento superior da truta amarela em relação à truta selvagem e variantes albinas.

Um experimento conduzido pelo Instituto de Pesca revelou que a truta amarela, resultado de cruzamentos com linhagens albinas, apresenta um crescimento superior à linhagem selvagem, que normalmente é mais robusta. A pesquisa foca na truta-arco-íris (Oncorhynchus mykiss).
De acordo com o estudo, a truta amarela ultrapassa a clássica linhagem parda de pintas pretas no peso ao longo do tempo. Enquanto a truta selvagem chega a 237 gramas, a amarela atinge cerca de 300 gramas no abate.
✨ A truta comum se destacou no crescimento inicial, mas a amarela acelerou no crescimento final, tornando-se a mais pesada.
Vinicius Vasconcelos Silva, primeiro autor do estudo, notou que, enquanto a truta selvagem teve um crescimento mais rápido nos primeiros meses, o crescimento dela desacelerou após 120 dias, ao contrário do que geralmente se observa em linhagens selvagens.
Pesquisadores destacam que a diferença na coloração pode ser vantajosa para a aquicultura, permitindo a criação de diferentes produtos com a mesma espécie, além de atender à demandada por peixes diferenciados em estabelecimentos de pesque e pague.
Os experimentos foram realizados em tanques homogêneos em relação à temperatura, qualidade da água e alimentação, e englobaram trutas de diversas cores, com foco nas avaliações de peso ao longo do tempo.
Os dados indicam que a truta amarela, ao final de seis meses, liderou com 123 gramas em comparação com as outras linhagens.
Embora a razão para o baixo desenvolvimento das trutas albinas ainda seja investigada, estudos anteriores sugerem que a menor hipofisária dessas trutas pode influenciar seu crescimento e eficiência alimentar.
Os pesquisadores estão agora explorando o potencial de trutas com características nutricionais similares às do salmão, visando aumentar o valor do produto no mercado.
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