Prejuízos acumulados entre 2022 e 2024 podem chegar a R$ 180 bilhões, afetando diretamente o agronegócio.

O aumento dos eventos climáticos extremos no Brasil está gerando um impacto considerável nos custos da produção rural, refletindo diretamente na inflação dos alimentos. Entre 2022 e 2024, os prejuízos acumulados são estimados em cerca de R$ 180 bilhões, com cerca de 50% desse valor ligado ao agronegócio.
Dados da Fiocruz apontam que o número de eventos climáticos extremos aumentou de menos de 3.000 para mais de 6.700 nos últimos anos. Essa mudança não apenas altera o panorama climático, mas exige uma nova abordagem na produção rural, que deve considerar fatores como histórico de produção, capacidade operacional, capacidades de armazenagem e previsões climáticas.
Além disso, a jurisprudência tem validado a exclusão de coberturas de seguros quando não há respeito ao zoneamento agrícola de risco climático (ZARC). O ZARC, que antes era considerado apenas orientativo, torna-se uma regra que precisa ser cumprida, implicando a necessidade de comprovar a adesão às recomendações estabelecidas.
✨ O programa de subvenção ao seguro rural tem enfrentado cortes significativos, reduzindo seu orçamento de R$ 1,1 bilhão para R$ 473 milhões, levando a Confederação Nacional das Seguradoras a prever uma redução de 3,4% no mercado de seguros este ano.
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