Dados da Anfavea mostram que a China e a Índia respondem por quase totalidade das importações.

Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil importou 11,2 mil tratores agrícolas, representando um crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 7,9 mil unidades.
Conforme dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Índia e China foram responsáveis por 93% das importações, cada uma contribuindo com aproximadamente 5,2 mil unidades.
A China, neste ano, “empatou” com a Índia após registrar um aumento de 117% nas importações, enquanto a Índia teve um crescimento de 11%.
✨ Os tratores de 50 a 100 cavalos, voltados para a agricultura familiar, representaram 90% das importações, com 6.412 unidades, um incremento de 56% em relação ao ano anterior.
A Anfavea ressalta que esse crescimento das importações ocorre em um contexto de desafios para o agronegócio, caracterizado por aumento da inadimplência, menor rentabilidade devido à queda nos preços das commodities e elevado custo de crédito.
Igor Calvet, presidente da Anfavea, aponta que o setor de máquinas agrícolas enfrenta um dos piores momentos em uma década, devido à crescente importação e à maior concentração em máquinas de baixo poder.
Ele sugere que para lidar com essa situação, ações como a diferenciação entre importadores e fabricantes locais, por meio de tarifas e financiamento, são essenciais para evitar a dependência de componentes estrangeiros.
A associação também chamou atenção para a centralização das importações, com a maioria das máquinas da Índia e China chegando principalmente por São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Santa Catarina.
Enquanto as importações crescem, as vendas internas de máquinas agrícolas mostraram uma queda de 15,8%, somando 27 mil unidades de janeiro a agosto de 2026, com 25,5 mil tratores vendidos, uma redução de 14,1%.
As colheitadeiras também registraram uma queda significativa, totalizando apenas 1,4 mil unidades, uma diminuição de 39,4%.
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