Relatório da Agro do Itaú BBA aponta oportunidades para agricultores na produção de eucalipto.

O crescimento acelerado da indústria de etanol de milho no Brasil tem gerado uma nova e significativa demanda por biomassa, especialmente eucalipto, para abastecer as usinas. Este fenômeno oferece uma oportunidade estratégica para produtores que podem destinar áreas menos produtivas para cultivar eucalipto.
De acordo com o relatório "O desafio da biomassa para o etanol de milho", feito pela consultoria Agro do Itaú BBA, os investimentos necessários para expandir as florestas energéticas em Mato Grosso podem variar entre R$ 7,6 bilhões e R$ 14,3 bilhões nos próximos anos. A expansão da capacidade de produção de etanol de milho no país deverá saltar de 10,9 bilhões de litros em 2025 para 25,3 bilhões em 2030, sendo Mato Grosso o principal polo dessa atividade.
✨ Para atender uma demanda projetada de 13 bilhões de litros até 2026, seriam necessários cerca de 35 milhões de m³ de biomassa de eucalipto, requerendo aproximadamente 440 mil hectares plantados.
O relatório ainda enfatiza que a regulamentação em Mato Grosso que limita o uso de biomassa proveniente de supressão de vegetação nativa prioriza florestas plantadas, promovendo um abastecimento sustentável. Essa decisão vai ao encontro da intensificação das demandas ambientais do setor.
Cesar de Castro Alves, gerente da consultoria, destaca que a viabilidade econômica da produção de etanol de milho está diretamente ligada à disponibilidade de biomassa. Empresas que se prepararem antecipadamente para o suprimento energético terão uma vantagem competitiva no mercado.
Além disso, a necessidade de eucalipto para biomassa não é exclusiva do etanol; frigoríficos e secadores de grãos também são consumidores significativos. Estima-se que um projeto de eucalipto destinado à biomassa pode gerar uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 17% ao ano, oferecendo uma renda atrativa aos produtores que decidam diversificar suas atividades.
Mato Grosso apresenta condições ideais para essa expansão, com disponibilidade de terras e clima favorável, e a possibilidade de estabelecer uma cadeia de suprimento regional robusta é essencial para o futuro do etanol de milho no Brasil.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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