Pressão sobre trigo, soja e milho com avanço nas negociações

Os mercados agrícolas apresentam um dia desafiador, com forte pressão sobre os preços, em função das expectativas de uma negociação de paz no Leste Europeu. A entrada da colheita perto também está entre as preocupações dos investidores.
De acordo com a TF Agro Econômica, a pressão se reflete especialmente nas cotações de trigo, soja e milho em Chicago, onde fatores de oferta e demanda, além da geopolítica, continuam a influenciar os movimentos do mercado.
Os contratos de trigo para dezembro caíram 29 centavos, fechando a US$ 7,45 por bushel, em resposta à possibilidade de um alívio nas tensões em relação aos embarques pelo Mar Negro. Vladimir Putin intensificou as expectativas de diálogo entre Rússia e Ucrânia, mas o clima permanece instável.
✨ As tensões na região continuam impactando os mercados, com ataques russos a navios ucranianos e instalações portuárias.
Na Argentina, o trigo é ofertado a US$ 270 para contratos de outubro, enquanto os compradores buscam preços próximos a US$ 260. Os preços da soja também enfrentam uma leve queda nesta sessão, pressionados por vendas de grandes fundos, o início das colheitas, e a recente descida dos preços do óleo de soja.
O mercado responde ainda às isenções fiscais oferecidas pela EPA a pequenas refinarias nos EUA, enquanto observa as compras chinesas. O USDA informou a venda de 190,5 mil toneladas, totalizando cerca de 8,35 milhões de toneladas nesta temporada.
O milho para dezembro registrou uma queda de 12,5 centavos, para US$ 5,31, devido à expectativa de uma normalização nas exportações ucranianas e o andamento da colheita no sul dos EUA. O aumento das vendas físicas está pressionando os preços, mesmo com uma produção desfavorável na União Europeia que demanda importações.
Os câmbios também mostraram movimentações, com a moeda americana registrando uma queda de 0,82% no Brasil, fixando-se a R$ 5,1410. Já o petróleo Brent teve uma leve alta de 1,63%, alcançando US$ 96,94, enquanto o índice do dólar caiu 0,4%.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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