Isenção de tarifas promovida por Donald Trump impulsiona vendas no mercado americano.

As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram um aumento significativo em setembro, atingindo 44,44 mil toneladas. Esse crescimento de 41,8% em comparação a agosto foi impulsionado pela isenção temporária de tarifas promovida por Donald Trump.
Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que o volume exportado em setembro superou o recorde anterior de 44,13 mil toneladas, alcançado em abril de 2025. Quando somadas as vendas de carne processada e industrializada, o total chega a 48,3 mil toneladas.
✨ No acumulado de 2026, as exportações para os EUA já alcançaram 317,4 mil toneladas, representando um crescimento de 45% em relação ao ano anterior.
Ainda que o mercado americano tenha mostrado aumento nas compras, o Brasil enfrentou uma queda de 35,1% nas exportações totais de carne bovina em setembro comparado ao mesmo mês de 2025, somando 229,3 mil toneladas. O faturamento no período foi de US$ 1,38 bilhão, um recuo de 27,6% em relação ao ano passado.
A redução nas exportações é atribuída à diminuição das vendas para a China, que comprou apenas 12,9 mil toneladas em setembro de 2026, uma queda de 93,2% em volume em comparação ao ano anterior.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, ressaltou a importância do mercado americano e a necessidade de diversificar os destinos das exportações de carne brasileira.
Secundariamente, outros mercados também ampliaram suas importações em setembro. O Chile, por exemplo, comprou 19,4 mil toneladas, um aumento de 87,2%, enquanto a Rússia adquiriu 13,1 mil toneladas, com alta de 20,5%.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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