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Agronegócio
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Exportações de café do Brasil crescem em volume, mas receita cai

Desempenho do setor mostra aumento na quantidade, mas redução na receita

Gabriel Rodrigues15 de julho de 2026 às 17:25
Exportações de café do Brasil crescem em volume, mas receita cai

As exportações brasileiras de café atingiram 3,06 milhões de sacas de 60 quilos em junho, demonstrando um crescimento de 16,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, conforme relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em contraste, a receita total provenientes das exportações caiu 6%, totalizando US$ 972,8 milhões. No primeiro semestre do ano, o Brasil exportou 17,83 milhões de sacas, o que representa uma diminuição de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025, e a receita acumulada foi de US$ 6,53 bilhões, apresentando uma queda de 13,3%.

Ao longo do ciclo de safra 2025/26, o país enviou 38,46 milhões de sacas, uma diminuição de 15,7% em relação ao ano-safra anterior, embora a receita cambial do período ainda tenha atingido US$ 14,59 bilhões, o segundo maior volume já registrado na história do setor, atrás apenas da temporada 2024/25.

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O preço médio das exportações no último ciclo foi de US$ 379,48 por saca, o maior já registrado, sendo 17,4% superior ao anterior. Isso poderia indicar uma receita recorde se não fossem os obstáculos que impactaram o embarque de muitas sacas.

Fatores climáticos e logísticos impactam diretamente na produção de café.

Contexto Adicional

Os embarques de café enfrentaram uma redução significativa devido ao tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, o que resultou em uma queda abrupta nas exportações para o país. De agosto a novembro, as vendas para os EUA despencaram 54,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Os principais destinos do café brasileiro foram a Alemanha, que importou 5,19 milhões de sacas, seguido pelos Estados Unidos com 4,24 milhões. A Itália, Bélgica e Japão também foram importantes compradores, embora com variações nas quantidades importadas. O presidente do Cecafé, Ferreira, acrescentou que a indústria aguarda a evolução da colheita de arábica e a qualidade do produto, fatores que influenciarão as exportações para o próximo ciclo.

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