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Agronegócio
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Exportações de carne bovina alcançam recorde em abril de 2026

Setor cresce com forte demanda da China e aumento de preços internacionais

Gabriel Rodrigues19 de maio de 2026 às 10:10
Exportações de carne bovina alcançam recorde em abril de 2026

As exportações de carne bovina atingiram a marca de US$ 1,743 bilhão em abril de 2026, representando um crescimento de 28% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Este aumento coloca abril como o mês de maior receita até agora neste ano.

O volume total embarcado também mostrou um desempenho positivo, com 319,23 mil toneladas exportadas, um acréscimo de 4% em relação a abril de 2025. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nas informações obtidas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

O crescimento dos preços internacionais tem sido um fator crucial para o desempenho do setor, além da valorização cambial.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações de carne bovina geraram uma receita total de US$ 6,083 bilhões, representando um aumento de 31% em relação ao mesmo período no ano anterior. O volume total-exportado durante os primeiros quatro meses do ano alcançou 1,146 milhão de toneladas, incremento de 9% em comparação ao quadrimestre anterior.

A carne bovina in natura, que compõe 91% das exportações do setor, trouxe uma receita de US$ 5,552 bilhões, marcando um crescimento de 35% em relação ao mesmo intervalo de 2025, com um total de 952,74 mil toneladas exportadas, um aumento de 15,43%.

A China continua sendo o principal parceiro comercial do Brasil neste setor, aumentando suas importações para 461,185 mil toneladas, um crescimento de 19,4% em relação ao ano anterior, com faturamento total de US$ 2,693 bilhões, equivalente a 44,3% de toda a receita brasileira de carne bovina.

Detalhes do Mercado Chinês

A participação da China nas exportações de carne bovina in natura subiu para 48,5% de janeiro a abril de 2026, em comparação com 45,85% do ano passado.

A Abrafrigo antecipa que, até abril, cerca de 70% da cota de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China já foi comercializada, restando aproximadamente 330 mil toneladas livres de tarifas para serem exportadas, o que representa cerca de dois meses de vendas, se a tendência se mantiver.

A demanda da China gera incertezas na cadeia produtiva da carne bovina brasileira, refletindo os desafios enfrentados pelo setor.

Outros destinos significativos incluem os Estados Unidos, que aumentaram suas compras em 14,7%, resultando em uma receita de US$ 814,57 milhões. Para o total de produtos e derivados bovinos, as vendas para os EUA chegaram a US$ 1,007 bilhão, alta de 16,7%.

No quadrimestre, o Chile registrou um aumento consistente nas exportações, com alta de 24,1% em volume e 35% em receita, atingindo US$ 286,1 milhões. A Rússia também se destacou, com crescimento de 46,9% em volume e 61,7% na receita.

  • 1Países Baixos: aumento de 319,7% em volume e 123,5% em receita.
  • 2Egito: crescimento de 53% nas importações, totalizando US$ 130,4 milhões.
  • 3Emirados Árabes: alta de 53,5%, totalizando US$ 92 milhões.
  • 4Indonésia: crescimento espetacular de 788,9% em volume com 15 mil toneladas.

As exportações aos países asiáticos continuam sendo a principal fonte de receita do Brasil, gerando US$ 2,86 bilhões, um aumento de 43%.

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