Suspensão da UE afeta piscicultura brasileira sem motivo direto
Decisão traz preocupações sobre o impacto no setor aquícola

A recente suspensão das importações de proteína animal do Brasil pela União Europeia voltou a impactar negativamente a piscicultura nacional, mesmo sem uma conexão direta com as irregularidades apontadas pelo bloco. A constatação foi divulgada pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), que expressou profunda preocupação com a decisão anunciada no dia 12.
A Peixe BR destacou que a piscicultura novamente é afetada por restrições ligadas a problemas que não têm relação com o setor aquícola. Desde 2018, as exportações de pescado brasileiro enfrentam barreiras no mercado europeu devido a não conformidades detectadas nas embarcações de pesca extrativa.
✨ O setor aquícola, que segue penalizado, espera uma solução rápida para não perder um mercado tão significativo.
Expectativas de Mudanças
No começo de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária, juntamente com o Ministério da Pesca e Aquicultura, havia sinalizado a intenção de solicitar uma visita da União Europeia ao Brasil em junho. Tal missão era vista como uma chance vital para reabrir as exportações de pescado ao bloco. No entanto, com o novo decreto, as esperanças de que o mercado europeu se reabra estão diminuindo.
A Peixe BR alertou: “A aquicultura brasileira continua a ser prejudicada por questões que não dizem respeito a ela. Esperamos que o Ministério da Agricultura, através da Secretaria de Relações Internacionais, tome medidas para resgatar o acesso a um mercado tão importante para as proteínas animais do Brasil.”
Barreiras e Disputas Comerciais
A associação também observou que a decisão ocorre em um contexto marcado por um aumento das disputas comerciais globais. Segundo a entidade, medidas regulatórias e sanitárias estão sendo utilizadas como formas de proteção de mercado, especialmente após os avanços nas negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia.
A Peixe BR enfatiza que a piscicultura brasileira mantém padrões de sanitização, produtividade e rastreabilidade que estão em conformidade com as exigências dos mercados internacionais e continua trabalhando para ampliar o acesso dos produtos pesqueiros brasileiros ao comércio exterior.
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