Desempenho é o pior desde dezembro de 2021, influenciado por cota de importação.

As exportações brasileiras de carne bovina para a China sofreram uma drástica queda em agosto, totalizando apenas 16,08 mil toneladas. Esse volume representa uma diminuição de quase 90% em relação às 158,06 mil toneladas do mesmo mês em 2025, conforme revelou um relatório da Safras Consultoria.
O cenário de declínio nas exportações já se manifestava em julho, quando o Brasil registrou uma queda de 47,8%, somando 82,7 mil toneladas. O desempenho de agosto agora marca o ponto mais baixo das exportações brasileiras para a China desde dezembro de 2021, período em que o país enfrentou restrições devido à suspeita de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EBB), conhecida popularmente como “doença da vaca louca”.
"Esse desempenho já era esperado, pelos embarques muito aquém do habitual, por conta do esgotamento precoce da cota disponibilizada pela China
De acordo com as análises da consultoria, o Brasil já ultrapassou a cota de 1,106 milhão de toneladas definida pela China para exportações sem a aplicação de uma tarifa adicional de 55%. Até agora, foram contabilizadas 1,205 milhão de toneladas, englobando embarques de novembro e dezembro que chegaram aos portos chineses em 2027.
✨ A Austrália também utilizou toda sua cota sem tarifas extras, enquanto Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Estados Unidos usaram apenas frações de suas respectivas quotas.
Os dados oficiais chineses indicam que o Brasil já utilizou 91,53% de sua cota de importação, em comparação com 101,61% da Austrália e apenas 0,6% dos Estados Unidos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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