Relatório da Hedgepoint Global Markets aponta riscos associados ao El Niño e ao câmbio.

O recente avanço das exportações de café brasileiro e o início promissor da safra 2027/28 estão contribuindo para otimizar a oferta do produto no país. Contudo, o relatório da Hedgepoint Global Markets destaca que há riscos relacionados ao fenômeno El Niño e as flutuações cambiais que continuam a influenciar os preços.
A consultoria ressalta que no Brasil a florada das lavouras foi robusta e o clima permanece favorável para seu desenvolvimento. Entretanto, a previsão de ondas de calor entre o final de 2026 e períodos de secas no início de 2027 exigem atenção, especialmente nas principais regiões produtoras de café conilon.
✨ Após uma queda nos preços de agosto a setembro, as cotações internacionais do café voltaram a se estabilizar devido a preocupações climáticas e à valorização do real.
Além disso, a força da moeda brasileira pode desestimular os produtores a realizarem vendas. A Hedgepoint alerta que os baixos estoques nos países consumidores e a diminuição da participação de agentes no mercado futuro tornam as cotações do café mais vulneráveis a atualizações sobre a oferta.
Os preços do café podem enfrentar pressão para baixo em virtude do crescimento de 3,2% nas exportações brasileiras em setembro e da perspectiva de chuvas generosas em diversas regiões cafeeiras ao longo de outubro, a qual favoreceu as primeiras floradas da safra 2027/28. A consultoria indica que, caso se verifiquem ondas de calor e a redução de chuvas durante o enchimento dos grãos, o rendimento pode ser prejudicado, afetando especialmente os preços do arábica em Nova York.
Relativo ao café conilon, as regiões de Espírito Santo e Bahia estão particularmente vulneráveis ao impacto do El Niño, necessidade de atenção que se estende pelos próximos meses. O fenômeno também pode resultar em efeitos adversos sobre a produção de café no sudeste asiático, refletindo em alta nos preços na bolsa de Londres.
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