Faep critica suspensão da UE às importações de carne do Brasil
Medida afeta o agronegócio e provoca discussões sobre regulamentação sanitária

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) manifestou descontentamento neste sábado (7) em relação à decisão da União Europeia de suspender as importações de carne bovina do Brasil a partir do dia 3 de setembro.
De acordo com a Faep, essa proibição não reflete a realidade da estrutura sanitária do Brasil e especificamente do Paraná. A entidade responsabilizou o governo federal pela necessidade urgente de enviar as informações requeridas pela UE.
✨ Brasil e Paraná são reconhecidos internacionalmente como áreas livres de febre aftosa sem vacinação e possuem uma organização sanitária robusta na cadeia de produção pecuária.
A restrição imposta pela UE abrange não apenas a carne bovina, mas também outros produtos como aves, equídeos, peixes cultivados, mel e tripas.
A Comissão Europeia, por meio da presidente Ursula von der Leyen, afirmou que os dados apresentados pelo Brasil foram considerados inadequados para demonstrar o cumprimento das normas da UE, especialmente em relação ao uso de antibióticos na produção animal.
No âmbito econômico, as exportações brasileiras para a UE totalizaram US$ 1,8 bilhão em 2025, dentro de um montante geral de US$ 49,8 bilhões do agronegócio brasileiro para o bloco.
Essa decisão impacta diretamente frigoríficos, exportadores e produtores que dependem das cadeias de proteína animal.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) mantém diálogos diplomáticos para reverter a decisão, tendo recentemente discutido a questão durante uma reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris.
Entidades setoriais, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), concordam que o problema não é de natureza sanitária, mas de divergência burocrática relacionada à validação de processos de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O desfecho desse caso depende do envio das informações solicitadas pela UE e do progresso nas negociações diplomáticas nas próximas semanas. Até o momento, não foram especificados quais documentos adicionais a UE ainda requer para reconsiderar a suspensão.
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