Brasil pondera apelar à OMC após decisão que impacta milhões

A União Europeia (UE) confirmou a proibição das exportações de carne do Brasil, uma decisão que pode levar a perdas anuais de até US$ 2,4 bilhões para o país.
O governo brasileiro considera acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta a essa medida, além de lutar contra tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Em junho deste ano, a Comissão Europeia divulgou um documento excluindo o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco europeu. A justificativa foi a falta de informações que comprovam que a produção brasileira segue as regras da UE sobre o uso de antimicrobianos.
✨ Antimicrobianos são substâncias utilizadas na prevenção de infecções em animais, que também podem auxiliar no crescimento saudável.
Na lista de 2024, o Brasil estava autorizado a exportar carne bovina, de frango, de cavalo, além de produtos como tripas, peixe e mel. Com a nova decisão, o país foi removido desta lista.
Desde o anúncio da decisão, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado estão trabalhando para apresentar garantias que atendam às exigências europeias, incluindo visitas técnicas às propriedades rurais.
Enquanto isso, outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, continuam autorizados a exportar para a UE.
O Ministério das Relações Exteriores estima que o Brasil pode enfrentar perdas anuais de cerca de R$ 12,3 bilhões devido à exclusão da lista de exportadores.
O Itamaraty declarou ao Congresso que, embora esteja priorizando as negociações para revertê-la, não descarta recorrer a mecanismos da OMC e ao acordo entre Mercosul e UE. O ministério também ressalta que percebe uma motivação política por trás da decisão.
"A exclusão do Brasil também possui uma dimensão política, além da justificativa técnica apresentada.
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Jornalista especializado em Economia

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