Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Farelo de arroz pode impulsionar economia do setor agrícola

Transformação de subprodutos em matéria-prima de alto valor agregado

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 14:15
Farelo de arroz pode impulsionar economia do setor agrícola

A cadeia produtiva do arroz no Brasil pode se expandir significativamente ao transformar o farelo, um subproduto tradicional, em uma matéria-prima valiosa para diversas indústrias. Essa análise é defendida por Gilmar Pretto, integrante do conselho fiscal da Minupar Participações S.A.

Atualmente, boa parte do farelo gerado durante o polimento do arroz é encaminhada para ração animal ou refinada em óleo bruto. No entanto, países asiáticos já utilizam este mesmo resíduo como base para produtos farmacêuticos, cosméticos e suplementos alimentares, abrindo portas para novas oportunidades.

Entre os produtos potencialmente viáveis estão o ácido ferúlico e o magnésio de arroz, ambos com funções inovadoras no mercado.

Produtos em Destaque

O ácido ferúlico, um poderoso antioxidante, é aproveitado para criar protetores solares naturais que servem como filtros UV. Essa aplicação pode revolucionar o mercado de cosméticos nas Américas, pois oferece uma alternativa sustentável aos ingredientes petroquímicos.

Outro produto promissor é o magnésio de arroz, conhecido por suas propriedades de absorção gradual e que pode ser utilizado em suplementos associados a benefícios como melhora no sono e alívio da fadiga muscular.

Além disso, o ácido fítico, também referido como IP6, tem se mostrado um excelente estabilizador para cosméticos e alimentos, podendo ser uma alternativa a aditivos químicos como o EDTA.

Outros compostos, como os ésteres de riceterol e o gama-orizanol, são reconhecidos por suas funções benéficas, como o aumento da produção de colágeno e a diminuição do colesterol LDL.

Desafio e Oportunidade

Embora o Brasil já tenha acesso à matéria-prima concentrada nas indústrias de beneficiamento, o verdadeiro desafio é a criação de biorrefinarias que possam extrair fitológicos do farelo, conferindo valor à cadeia produtiva do arroz e posicionando-o como um insumo relevante na bioeconomia.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio