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Agronegócio
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Urucum: pigmento natural impulsiona agricultura brasileira

Cultura vai além da culinária e aquece a economia agrícola

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 06:35
Urucum: pigmento natural impulsiona agricultura brasileira

O urucum, conhecido principalmente pela sua utilização no colorau, transcende a culinária e absorve uma relevância considerável na economia brasileira. Extraído das sementes da planta, a bixina é um pigmento natural que encontra aplicação na indústria de alimentos, utilizada na fabricação de queijos, embutidos, doces, bebidas e sorvetes.

Além de sua utilidade alimentar, o corante é um componente valioso na produção de cosméticos e em diversos outros produtos industriais. O Brasil se destaca como o principal produtor mundial de urucum, respondendo por aproximadamente 57% da oferta global desse cultivo.

Em 2020, conforme dados do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) com base em informações do IBGE, o país colheu cerca de 13,6 mil toneladas de sementes. A região de São Paulo, especialmente a Nova Alta Paulista, é o epicentro da produção de urucum, sendo vital para a economia agrícola local.

O produtor atualmente recebe entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo das sementes de urucum.

Informações sobre o Cultivo

A safra principal é realizada entre os meses de junho e agosto, e algumas variedades, como o urucum-anão, podem possibilitar uma segunda colheita entre dezembro e março, dependendo do manejo e da época de plantio. Como uma cultura perene, o planejamento para sua implantação é fundamental, com recomendações para o plantio das mudas entre primavera e verão para aproveitar a época chuvosa.

Embora tenha origem na Amazônia, o urucum demonstrou uma incrível capacidade de adaptação a diferentes condições de cultivo em várias regiões do Brasil, com São Paulo sendo um dos locais mais favoráveis.

Pesquisa e Desenvolvimento

O desenvolvimento da cultura é impulsionado por pesquisas constantes do Instituto Agronômico (IAC-APTA), que desde a década de 1980 se dedica ao melhoramento genético do urucum. O foco é a seleção de plantas que apresentem maior produtividade, teor elevado de bixina e resistência a doenças como o oídio.

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A maior demanda dos produtores é obter plantas que combinem porte baixo, alta produtividade e elevado teor de bixina. Esse continua sendo o principal foco do nosso trabalho

Eliane Fabri, pesquisadora do IAC.

Além do melhoramento genético, as pesquisas abrangem aspectos de manejo, espaçamento entre plantas e a adaptação nas diversas regiões produtoras do Brasil. O IAC detém o maior banco de germoplasma de urucum do mundo, com 378 genótipos catalogados, que servem como base para o desenvolvimento de novas cultivares.

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