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economia
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Aprovação do piso de frete rodoviário gera controvérsia no setor produtivo

Câmara aprova MP, mas setores questionam impacto na logística

Acro Rodrigues22 de junho de 2026 às 12:10
Aprovação do piso de frete rodoviário gera controvérsia no setor produtivo

A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que estabelece um piso para o preços do frete rodoviário de cargas, que agora será avaliada pelo Senado. Contudo, a proposta enfrenta forte resistência de diversos setores produtivos que afirmam que o tabelamento de preços pode comprometer a eficiência logística e encarecer o escoamento de produtos agrícolas e insumos.

Disputa Complexa no Congresso

A recente implementação de uma fiscalização eletrônica sobre a tabela de frete provocou intensos debates políticos no Congresso e no STF, envolvendo agricultores, indústrias e caminhoneiros. Essa fiscalização era uma demanda antiga dos caminhoneiros autônomos, que frequentemente enfrentam dificuldades nas negociações com grandes transportadoras.

Cerca de 192.000 autuações já foram registradas com potencial de arrecadação de R$ 2 bilhões em multas.

Consequências da Fiscalização em Números

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a fiscalização eletrônica resultou em mais de 192.000 autuações até março deste ano, com expectativa de que esse número chegue a 390.000 até dezembro, elevando a previsão de arrecadação de multas para R$ 4,1 bilhões.

Críticas à Metodologia da Tabela

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) expressou preocupações em relação à metodologia utilizada para calcular a tabela de frete e ao modelo de fiscalização da ANTT, que tem resultando em um alto volume de autuações automáticas. Eles defendem uma revisão que considere as nuances regionais e a diversidade da frota nacional.

Multas para infrações da MP podem variar entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões em casos de reincidência.

Próximos Passos e Prazos

As críticas vindas do agronegócio e da indústria se concentram principalmente sobre as penalidades estabelecidas pela medida, que podem resultar em pesadas multas. A MP, agora, segue para análise no Senado e deve ser votada até julho, quando perde a validade caso não seja aprovada.

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