Granja de suínos de família em Santa Catarina se transforma ao longo de três décadas.

Em 1994, quando os pais de Viviane Usinger decidiram construir uma granja de suínos em Arabutã, no Oeste de Santa Catarina, muitos duvidaram da viabilidade do projeto. A família, que lidava com a plantação de milho e soja, enfrentou desafios financeiros e decidiu diversificar suas atividades.
Viviane relembra que seu pai foi considerado 'louco' por iniciar a primeira granja de grandes proporções na região. Três décadas depois, o empreendimento evoluiu significativamente, passando de 500 matrizes para 1.500. A granja foi modernizada com tecnologia, clima controlado e hoje conta com uma equipe de dez funcionários.
✨ Com a chegada da terceira geração, Bruno, filho de Viviane, já está se preparando para assumir a granja, mostrando que o legado familiar continua.
Antes de ingressar na suinocultura, a família enfrentava dificuldades. A criação de suínos exigia investimentos altos e, após a construção inicial, uma série de dificuldades, como a perda de animais e a necessidade de mais recursos para finalizar as instalações. O retorno financeiro demorou a chegar, e a dívida foi quitada em 2018, ano em que Viviane assumiu o controle da granja.
Viviane e sua irmã precisaram trabalhar fora para sustentar a família enquanto a suinocultura crescia. Ele lembra que, nos primeiros anos, os lucros eram tão escassos que não conseguiam nem pagar a conta de luz. A dedicação familiar, no entanto, garantiu a superação das adversidades.
Após assumir a granja, Viviane iniciou um processo de modernização, incluindo climatização e automação, visando enfrentar a escassez de mão de obra. Sua intenção era ampliar a estrutura, que passou a contar com 1.500 matrizes com a nova abordagem de desmame, implementada em 2022.
A mudança na gestão representa uma evolução que vai além da propriedade familiar, agora se caracterizando como um negócio empresarial com foco em gestão e equipe, conforme observado pelo extensionista André de Oliveira Brito.
Apesar da crescente automação, Viviane destaca a importância da observação diária dos animais para garantir a saúde e o bem-estar do rebanho. Ela permanece envolvida em todas as operações da granja, desde a inseminação até o desmame, demonstrando uma conexão profunda com a atividade.
Com a experiência dos avós aliada à formação acadêmica de Bruno em Agronomia, as perspectivas para o futuro da granja são promissoras. Viviane acredita que a preparação dos jovens é crucial para a continuidade das atividades rurais, reduzindo a migração para áreas urbanas.
Hoje, a granja não é apenas uma fonte de renda, mas um meio de sustento que gera empregos e representa o legado familiar, transformando desafios em oportunidades ao longo dos anos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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