Técnica de insaminação artificial cresce e gera retornos elevados para produtores.

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) se estabeleceu como fundamental para o aprimoramento genético e a eficiência reprodutiva da pecuária, tanto de corte quanto de leite, em território brasileiro. O professor doutor Pietro Baruselli, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, compartilhou em entrevista dados que revelam a evolução de sua aplicação no Brasil.
Desde 2002, o país já contabilizou mais de 250 milhões de procedimentos de sincronização hormonal. Inicialmente, nos anos 2000, a prática representava menos de 1% do total de inseminações, enquanto hoje em dia engloba mais de 90%. Atualmente, cerca de 25 milhões de sincronizações são realizadas anualmente no Brasil.
✨ A Associação Brasileira de Inseminação Artificial prevê que, em 2026, as vendas de sêmen alcancem a marca de 30 milhões de doses, impulsionadas pela recuperação dos preços dos bezerros.
O uso da biotecnologia traz um retorno financeiro significativo para os pecuaristas. Estudos realizados pela USP indicam que, para R$ 1,00 investido na IATF em comparação à monta natural, o retorno pode variar entre R$ 4,00 a R$ 6,00 na venda do bezerro desmamado.
Essa técnica tem um impacto positivo em toda a cadeia produtiva, envolvendo mais de 7 mil veterinários e técnicos qualificados. O diferencial da IATF é a capacidade de induzir a ciclicidade e realizar a inseminação de matrizes zebuínas no início da estação de montas, mesmo em condições de anestro pós-parto.
A inseminação no primeiro mês da estação é crucial para garantir o nascimento do 'bezerro do cedo', assegurando que o animal tenha um desenvolvimento ideal aproveitando o pico de produção de leite da mãe.
Além disso, a antecipação da prenhez proporciona tempo extra para a matriz recuperar sua condição corporal e reconceber no ciclo seguinte, evitando prejuízos com atrasos na parição.
✨ A IATF também se mostra segura para o bem-estar dos animais e a segurança alimentar, não deixando resíduos nos produtos finais, de acordo com pesquisas da USP.
Em propriedades que utilizam o conceito de 'Touro Zero', as taxas de prenhez acumuladas podem ultrapassar 80% com a aplicação adequada de até três serviços sucessivos de IATF.
A vacinação do rebanho contra doenças como IBR, BVD, Leptospirose e Campilobacteriose é essencial para prevenir abortos e reabsorções, garantindo a conversão desses protocolos em bezerros saudáveis.
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