Cota do Uruguai não será utilizada pelo Brasil, limitando as exportações para o país asiático.

A expectativa do setor exportador brasileiro de carne bovina foi frustrada com a negativa da China quanto à utilização da cota cedida pelo Uruguai. O presidente Lula havia anunciado no dia 21 de setembro que o Brasil poderia aproveitar esse excedente, mas a autorização dos chineses não se concretizou.
Segundo informações da agência Reuters, a China rejeitou o pedido brasileiro, impedindo o uso da cota destinada ao Uruguai neste e no próximo ano. Assim como previsto, a partir de 1º de outubro, entrará em vigor uma tarifa adicional de 55% sobre as remessas que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas, somando-se à tarifa de importação padrão de 12%.
✨ A tarifa total sobre as remessas que excederem a cota será de 67%.
Conforme a Reuters, a China já tinha negado diversas tentativas do Brasil para utilizar a cota não atendida de outros países. Este ano, o Uruguai pode embarcar 324 mil toneladas de carne, sendo que cerca de 80 mil toneladas representam o excedente que poderia ter sido direcionado ao Brasil.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destacou que a decisão do Uruguai em ceder parte de sua cota ao Brasil estava ligada à demanda por carne brasileira que ficaria sem destino, já que a União Europeia excluiu o Brasil de sua lista de fornecedores.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) prevê uma redução de 10% no volume total das exportações de carne bovina do Brasil em 2026, devido às restrições impostas pela China e pela União Europeia. Em 2027, o limite para exportação será levemente elevado para 1,128 milhão de toneladas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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