Cotações seguem travadas e negociação limitada afeta os preços.

O mercado brasileiro de soja permaneceu travado nesta quinta-feira, 8, com poucas alterações nas cotações e escassez de ofertas firmes no mercado físico. Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os participantes continuam afastados das negociações e a diferença entre compradores e vendedores é significativa.
Na Bolsa de Chicago, as cotações sofreram queda, enquanto o dólar apresentou volatilidade, mas os prêmios se mantiveram praticamente estáveis. Apesar desses movimentos, não houve mudanças estruturais no mercado físico, que permanece com comercialização limitada.
✨ Produtores estão focados no plantio e, devido às chuvas recentes, têm buscado acelerar as atividades no campo.
Com relação aos preços da soja, em Passo Fundo (RS) houve uma redução de R$ 148,00 para R$ 147,50, enquanto em Santa Rosa (RS) os preços caíram de R$ 149,00 para R$ 148,50. Já no Porto de Paranaguá (PR), a saca foi mantida em R$ 154,00. Em Rio Grande (RS), a referência caiu de R$ 157,00 para R$ 156,50.
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam em queda, enquanto o óleo registrou alta. A pressão nos preços se deve ao avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de um relatório negativo de oferta e demanda que será divulgado pelo USDA.
As exportações líquidas americanas de soja na temporada 2026/27 totalizaram 549.400 toneladas, com a China liderando as compras. Para os contratos da soja com entrega em novembro de 2026, a cotação foi de US$ 12,97 1/2 por bushel, uma queda de 0,42%.
O dólar comercial fechou a R$ 5,0243 para venda, com alta de 0,20%, enquanto oscilou entre R$ 5,0003 a R$ 5,0268 durante o dia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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