Aumento é de 15,1% em relação a 2025 devido a dificuldades na colheita.

O Brasil deve importar 7,06 milhões de toneladas de trigo em 2026, um aumento de 15,1% em comparação ao ano anterior, conforme a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse cenário ocorre em meio a dificuldades na colheita e a restrições na disponibilidade de grãos de qualidade, que mantêm a demanda por abastecimento externo elevada.
Apesar da produção nacional ter apresentado pouca alteração entre setembro e outubro, a Conab revisou para baixo as previsões de volumes em São Paulo e Goiás. A maior redução foi no estado paulista, onde parte da produção colhida não atendeu aos padrões exigidos para comercialização. Os problemas de qualidade estão ligados a condições climáticas desfavoráveis que afetaram áreas produtivas importantes.
A situação climática não apenas atrasou os trabalhos de campo, mas também limitou a oferta de trigo classificado como tipo 1 para negociação, causando um impacto no mercado brasileiro. De acordo com a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a menor oferta de grãos de qualidade e a recente valorização da moeda americana têm sustentado os preços do trigo no mercado de lotes.
✨ A Conab mantém a previsão de importações para 2026, que deverá continuar em 7,06 milhões de toneladas, frente às restrições de oferta no mercado interno.
A expectativa de maior participação do trigo importado reforça essa situação. Pesquisadores do Cepea indicam que a disponibilidade limitada de trigo com qualidade adequada continuará a elevar a necessidade de compras no exterior, mesmo com as revisões feitas nas estimativas estaduais de produção.
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