ABPA confia que avaliação técnica permitirá a liberação de vendas ao bloco europeu.

A indústria de carne de frango no Brasil aguarda uma avaliação técnica da União Europeia, que poderá liberar as exportações do produto ao bloco. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) considera que a questão é meramente burocrática, uma vez que o setor já demonstrou, durante uma missão na Europa, que cumpre as normas de uso de antimicrobianos.
Ricardo Santin, presidente da ABPA, afirmou em entrevista durante a Sial Paris que não vê a possibilidade de uma decisão política contrária a um argumento técnico sólido. "Temos confiança no sistema europeu e seu funcionamento, mas se houver uma decisão que não se baseie em questões técnicas, iremos procurar o governo para solicitar uma resposta", destacou.
✨ As exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia estão suspensas desde 3 de setembro após inspeções realizadas pelo bloco.
As autoridades sanitárias da União Europeia realizaram uma vistoria nas cadeias produtivas de aves e mel e consideraram que há condições adequadas de produção, com avaliações técnicas positivas. O comissário para o Comércio e Segurança Econômica da União Europeia, Maroš Šefčovič, relatou que as compras de carne de aves e mel serão retomadas em breve, dependendo das avaliações do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff), que se reunirá entre 20 e 21 de outubro e posteriormente em novembro.
O Ministério da Agricultura acredita que a publicação da decisão pode ocorrer até o início de dezembro. Santin enfatizou que a indústria de carne de frango está pronta para reiniciar os embarques no dia seguinte à publicação. Atualmente, 98% da produção está sob um sistema de integração entre empresas exportadoras e avicultores, sendo que 100% do que é enviado à União Europeia é parte desse sistema.
Ele acrescentou que os compradores já demonstraram interesse na carne de frango brasileira. Sob o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, as exportações de carne de frango do Mercosul para a UE devem atingir 180 mil toneladas em seis anos, começando com 30 mil toneladas, que já foram utilizadas pelo Brasil. Discussões sobre a distribuição da cota entre os países do Mercosul ainda estão em andamento.
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