Crescimento da produção levanta preocupações sobre a capacidade do mercado em absorver a oferta crescente.

A indústria brasileira de etanol proveniente do milho está prestes a alcançar um novo patamar de faturamento, com previsões de R$ 51,5 bilhões até 2027. Contudo, o aumento na produção do combustível levanta desafios significativos para a sua comercialização.
Conforme informações de Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, espera-se que as usinas do setor movimentem quantias consideráveis, mas a preocupação gira em torno da capacidade do mercado para absorver essa oferta crescente. Atualmente, o setor de etanol de milho se desenvolve na entressafra da cana-de-açúcar, com usinas no Mato Grosso se dedicando à transformação do milho em combustível durante os períodos sem cana.
Atualmente, existem 35 usinas operando e elas são responsáveis por mais de 25% do total de etanol produzido no Brasil, alcançando uma produção de cerca de 12 bilhões de litros anualmente. As projeções da Veeries indicam uma trajetória de crescimento nos faturamentos, que saltaram de R$ 19,2 bilhões em 2023 para R$ 37,8 bilhões em 2025. Para 2026, a expectativa é de R$ 41,7 bilhões, antes de chegar aos R$ 51,5 bilhões em 2027.
✨ As receitas projetadas incluem não apenas o etanol, mas também coprodutos como DDG e óleo de milho.
Uma das vantagens do milho é a capacidade de armazenar o grão e processá-lo ao longo do ano, diminuindo a dependência da produção sazonal da cana. Além disso, a indústria encontrou uma destinação para a safrinha no interior do Brasil, onde o milho passou a ser adquirido localmente em regiões distantes dos portos, oferecendo remuneração superior à paridade de exportação e contratos de longo prazo.
Com a expansão da oferta até 2030 quase totalmente pré-contratada, o desafio do setor se altera, deixando de ser meramente produtivo. Para manter o crescimento, as usinas precisarão assegurar tanto a demanda para o volume adicional de etanol quanto a disponibilidade de biomassa e infraestrutura logística adequada.
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