Chuvas atrasam colheita e levam a indústrias a pagarem prêmios elevados por grãos disponíveis.

A falta de soja para esmagamento no Meio-Oeste americano levou indústrias a elevarem suas ofertas e, em alguns casos, a reduzirem operações. As chuvas intensas estão atrasando a colheita nesta região, causando escassez de grãos disponíveis.
Com a entrada da nova safra sendo adiada, processadoras estão pagando prêmios elevados para garantir a entrega imediata de soja. Indústrias como a Bunge e a Cargill em Iowa, por exemplo, ofereceram valores muito acima dos contratos futuros para atrair matéria-prima.
✨ A Bunge chegou a oferecer US$ 1 a mais por bushel em relação aos contratos futuros, enquanto a Cargill praticou preços que atingiram até US$ 14,18 por bushel antes de ajustes.
O problema se agrava com informações de que algumas processadoras foram forçadas a diminuir o ritmo de suas operações devido à falta de soja, como evidenciado pelas unidades da Cargill em várias cidades de Iowa, que não publicaram ofertas de farelo de soja.
A situação se complica ainda mais pela expansão da capacidade de esmagamento nos EUA, que, segundo o USDA, deve atingir um recorde de 2,78 bilhões de bushels nesta temporada. Enquanto isso, a escassez de soja da safra anterior e a dificuldade em colher a nova safra por conta do clima representam uma janela de oportunidades para quem ainda possui soja disponível.
Processadoras em outras regiões, como Indiana, também elevaram suas ofertas num momento crítico em que o Brasil se prepara para a transição entre safras e a China retoma as compras de soja americana. A expectativa é que, com a melhoria do clima, a oferta aumente e os prêmios de entrega imediata sejam reduzidos.
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