Produtores cautelosos diante de custos altos e mudanças climáticas

A semeadura de trigo no Rio Grande do Sul teve início em um contexto de incerteza, com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) liberado para as principais variedades da região.
De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a área dedicatória à safra de 2026 ainda está sendo determinada, refletindo uma abordagem cautelosa por parte dos agricultores.
✨ Custo elevado de produção e incertezas climáticas impactam decisões de plantio.
Os agricultores estão lidando com custos de produção altos, dificuldades de crédito, e uma possível intensificação dos riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño durante o inverno e primavera, o que tem levado muitos a reconsiderar tanto a área plantada quanto a tecnologia utilizada.
A tendência sugere uma redução na área de cultivo de trigo, com muitos produtores optando por alternativas de inverno como a canola e outros sistemas agrícolas que envolvem milho e soja.
Na safra de 2025, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul ocuparam 1.166.163 hectares, produzindo 3.458.083 toneladas com uma média de 2.968 quilos por hectare, segundo o IBGE.
Enquanto isso, na safra de 2025, a aveia-branca se mantém estável, mas a canola mostra um crescimento, com 174.394 hectares cultivados e produtividade média de 1.653 quilos por hectare.
Por outro lado, a cevada pode enfrentar uma diminuição na área, apesar de contratos existentes com a indústria cervejeira, devido a preocupações com as condições climáticas que podem afetar a qualidade do grão.
O plantio dentro do calendário do Zarc é fundamental, mas a definição final da área para trigo dependerá das condições de crédito, seguros e do clima nas semanas seguintes.
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