Região de Bagé terá 361.027 hectares semeados, com queda de 6% em relação à safra anterior.

O plantio de arroz começou em várias áreas do Rio Grande do Sul, mas algumas regiões ainda enfrentam dificuldades devido ao excesso de umidade no solo.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a Região de Bagé prevê cultivar 361.027 hectares, refletindo uma redução de 6% em comparação à safra anterior. O preço médio da saca de 50 quilos de arroz subiu 1,77% no Estado.
Na Fronteira Oeste, a abertura da janela do Zoneamento Agrícola, iniciada em 1º de setembro, e mais de duas semanas sem chuvas significativas, favoreceram o início da semeadura. Os produtores chegaram ao início da janela com grande número de lavouras preparadas.
✨ Em Uruguaiana, a área prevista é de 67.625 hectares, com uma redução de 5% em relação à safra anterior, mas ainda é a maior área cultivada com arroz do Estado.
O ritmo da semeadura também foi beneficiado pela capacidade operativa das grandes propriedades da região, algumas das quais operam com mais de 10 plantadoras em turnos longos, resultando em aproximadamente 6.000 hectares plantados em Uruguaiana.
Outros municípios da Fronteira Oeste também iniciaram a semeadura, com mais de 1.000 hectares plantados em Itaqui e 400 e 330 hectares em São Borja e Quaraí, respectivamente.
Em contrapartida, a Região de Pelotas enfrenta um cenário oposto, com atrasos nas semeaduras devido ao alto volume de água acumulado. Muitas áreas permanecem encharcadas, dificultando as operações.
A Região de Santa Rosa já observa uma redução nas chuvas, permitindo que os produtores retomem o preparo do solo, visando a cultura a ser implantada em outubro.
Em Soledade, o manejo das áreas para arroz pré-germinado continua, com o manejo do solo e enterrio da palhada iniciando. A valorização do arroz também é evidente, com o preço médio da saca passando de R$ 75,74 para R$ 77,08.
Assim, o cenário do plantio de arroz no Rio Grande do Sul apresenta diferentes ritmos, com a Fronteira Oeste aproveitando as condições mais favoráveis, enquanto o excesso de umidade ainda limita a semeadura em Pelotas.
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