Pesquisa da Esalq/USP mostra como AI pode otimizar operações e reduzir custos.

A inteligência artificial (IA) está se tornando cada vez mais presente na logística do agronegócio, facilitando a previsão de preços de fretes, o planejamento de operações e a identificação de oportunidades para redução de custos.
Um estudo realizado por pesquisadores da Esalq/USP analisou aproximadamente 16 mil registros de fretes rodoviários de 2022, envolvendo cerca de 4,9 mil combinações de origem e destino em todo o Brasil. Entre os modelos estudados, o Gradient Boosting se destacou com coeficiente de determinação de 95% e erro médio de R$ 26,77 por tonelada após a otimização dos parâmetros.
✨ A distância percorrida foi identificada como a variável mais influente sobre os preços dos fretes.
"Quando transformamos dados em modelos, conseguimos sair de uma decisão baseada apenas em percepção e experiência para uma análise que permite comparar cenários e antecipar possíveis resultados", afirmou Thiago Guilherme Péra.
Além da previsão de fretes, os pesquisadores propuseram modelos para a localização de indústrias de fertilizantes, dimensionamento de frotas de etanol de milho, logística da soja e organização de filas em agroindústrias.
Péra ressaltou a importância da qualidade dos dados para o sucesso dessas ferramentas e enfatizou: "Não se trata de substituir o gestor pela tecnologia. O objetivo é oferecer mais informação para que decisões complexas sejam tomadas com maior conhecimento sobre seus custos, riscos e consequências."
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