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Agronegócio
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Leite em alta: preços sobem 19,3% no atacado de SP

Diminuição da oferta e consumo moderado marcam o setor

Gabriel Azevedo13 de abril de 2026 às 11:55
Leite em alta: preços sobem 19,3% no atacado de SP

Os preços do leite no Brasil iniciaram abril com aumento de 19,3% no atacado, refletindo a redução da oferta no campo, conforme aponta a pesquisadora Ana Paula Negrão, do Cepea.

Esse movimento já era esperado, uma vez que a escassez de leite em 2026 contrasta com a abundância do ano anterior, o que resulta em ajustes nos preços tanto ao produtor quanto nos derivados.

O leite integral em São Paulo registrou um preço médio de R$ 4,16 no atacado em março.

Causas da alta

De acordo com Ana Paula, a diminuição na captação de leite, tanto devido à sazonalidade quanto a um efeito acumulado de investimentos reduzidos no ano anterior, contribuiu significativamente para o aumento dos preços. Em 2025, muitos produtores enfrentaram margens reduzidas, levando a cortes nos investimentos.

Essas mudanças impactam não só o volume de leite produzido, mas também os preços pagos aos produtores. O setor enfrenta um desafio com a inflação e uma demanda que ainda não responde de forma robusta ao aumento dos preços.

Impacto sobre os derivados

Os derivados também estão sentindo a pressão dos preços, com a muçarela alcançando R$ 30,74, um aumento de 7% em relação ao mês anterior. Contudo, a capacidade de repasse de preços ao consumidor enfrenta limites devido ao consumo mais fraco.

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O comércio não está muito aquecido, limitando aumentos expressivos de preços

Ana Paula Negrão

Ameaças e oportunidades no mercado

Apesar das dificuldades, o Brasil ainda luta para atender toda a sua demanda interna, sendo forçado a importar leite em pó, especialmente da Argentina, que apresenta preços mais competitivos.

As incertezas no mercado continuam, e a indústria deverá se adaptar a fatores como custos de insumos, que podem ser afetados por questões internacionais.

O cenário para 2026 requer cautela, assim como o ano precedente, com uma recuperação de preços ainda distante de patamares anteriores.

Com tudo isso, os próximos meses prometem ser de alta, mas a indústria deve acompanhar de perto as variáveis do mercado para evitar surpresas indesejadas.

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